“Em minha alma trago
marcas profundas de um passado obscuro deixadas por amargas lembranças de uma
vida tão sombria quanto à noite. Não procures sinais físicos dessas marcas,
pois se encontram ocultas por uma forte couraça que hoje levo.
Há anos tento enterrar
memórias que até hoje me assombram á meia noite.
Em meu passado há tantas
sombras que nem o mais brilhante dia poderia penetra-las para reaquecer meu
futuro.
Minhas esperanças e
sonhos foram mortos e deixados no caminho como despojos pela cruel realidade de
meu destino.
Durante vários anos lutei
contra a própria vida e meu destino, mas consegui apenas novas dores e
cicatrizes para chorar.
Hoje já não tenho mais
forças para lutar e sou o que restou de um espírito que tanto lutou cujo único
almejo é continuar existindo, pois a morte já marcou minha alma e já não vivo.”.
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